Eles já são considerados patrimônios imateriais do Brasil. Mas, para buscar novos mercados, eles vão em busca da Indicação Geográfica. Nesta sexta-feira, dia 16 de abril de 2010, produtores de queijo minas artesanal das regiões do Serro e da Canastra (MG) entraram com pedido de IG na sede do INPI, no Rio de Janeiro.
Nos dois casos, com a certificação, a ideia é valorizar o sabor diferenciado do produto, garantir o padrão de qualidade e impedir que queijos de outras áreas usem a fama das regiões. Com isso, eles pretendem ampliar o mercado dos queijos artesanais e tornar ainda maiores os números relacionados aos produtos, que possuem séculos de história e estão incluídos entre os patrimônios imateriais do País, segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
A cadeia produtiva do queijo do Serro reúne mais de mil produtores, gera mais de 2.800 tonelas de queijo por ano e rende cerca de R$ 5 milhões por ano. Por sua vez, o queijo da Canastra é ainda mais expressivo: são mais de 1.800 produtores, 4.470 toneladas por ano e R$ 12 milhões anuais.
Vale lembrar que o interesse do público nacional pela Indicação Geográfica é cada vez maior. Prova disso é que, em 2008, das quatro solicitações feitas ao INPI, duas foram de brasileiros e duas de estrangeiros. Em 2009, os pedidos chegaram a dez, sendo seis nacionais e quatro internacionais.
A Indicação Geográfica é um serviço da Coordenação-Geral de Outros Serviços da Diretoria de Contratos de Tecnologia e Outros Registros do INPI.